Disciplina Fundamentos da Educação Inclusiva proporciona encontros com especialistas

“Uma palestra como essa é de extrema importância para nos esclarecer como lidar no dia a dia com as pessoas que são portadoras de necessidades especiais.”

A fala da estudante de Pedagogia, Aline Alves, retrata um pouco da proposta da disciplina Fundamentos da Educação Inclusiva, ministrada pela professora Raphaela Duarte, que desde março leva, ao Campus Castanhal, especialistas de diferentes áreas da Educação Inclusiva para palestras e oficinas aos alunos das faculdades de Educação Física e Pedagogia.

 Aline fez parte do grupo de quase 90 estudantes que acompanhou a palestra sobre Deficiência Intelectual e Altas habilidades, ministrada pela professora da UEPA e especialista em Educação Inclusiva, Scheilla Abbud. A acadêmica não tem dúvidas de que os novos conhecimentos vão contribuir com sua formação.

“Acho importantíssimo, porque não é comum. No dia a dia, nós não somos educados a lidar com essas situações e até nós mesmos temos algumas dificuldades que não conhecemos.”

Dificuldade que pode ou não se traduzir em deficiência. Além de esclarecer as principais características de pessoas com deficiência intelectual ou com altas habilidades (superdotação), Scheilla Abbud destacou a importância de o professor estar atento às diferenças para adaptar as formas de ensinar.  “No momento em que a gente consegue entender como esses modos diferentes de produção de conhecimento se processam nessas pessoas, consegue entender, também, como as outras pessoas, que não têm essas especificidades, aprendem.”, esclarece Scheilla Abud, que conclui: “Porque cada aluno é um sujeito em si. Cada um tem sua forma de construir conhecimento, de se relacionar com as outras pessoas”.

Individualidades e diversidades que também estão presentes nos conteúdos da oficina de jogos africanos, ministrada pela professora Débora Alfaia aos estudantes de Fundamentos da Educação Inclusiva. Débora Alfaia é coordenadora do projeto LAAB (Ludicidade Africana e Afro-Brasileira) e explica como a oficina se aplica aos alunos da disciplina.

 “A introdução real da ludicidade no cotidiano escolar permite vivências transformadoras para professores e alunos, pelas experiências formativas que encerra. (...) Quando o professor organiza qualquer tipo de atividade lúdica, ele deve levar em consideração a diversidade cultural, pois a brincadeira desenvolve o senso estético da criança e a sua apreciação sobre o mundo”, afirma Débora, e acrescenta: “Ao brincar com conteúdos culturais africanos, as crianças brasileiras entram em contato não apenas com um mero jogo, mas com aspectos fundamentais da cultura corporal e da cultura lúdica que as criou. Nesse contexto, o professor assume o papel de educador intercultural. Papel este fundamental no mundo contemporâneo, marcado pela dificuldade de respeito às diferenças, o que alimenta o ódio, a violência, o terrorismo e a guerra.”

Agora, no final do mês de abril, os alunos de Fundamentos da Educação Inclusiva vão receber informações sobre o Autismo com integrantes da equipe do Centro de Atenção à Pessoa com Autismo de Castanhal (CEAPA).

Para a professora Raphaela Duarte, ministrante da disciplina, a ideia de trazer especialistas para as aulas visa proporcionar que os alunos recebam informações sobre as realidades que vão experimentar no futuro profissional, da forma mais qualificada possível. “Acho interessante ressaltarmos a transversalidade da Educação Inclusiva, pois ela faz parte do contexto educacional que os graduandos vão encontrar na sua atuação como professores, independente do nível ou modalidade de ensino”.

Texto: ASCOM – UFPA/Castanhal

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