I Encontro Paraense de Professores de Libras do Ensino Superior reúne professores e estudantes

“Com a inserção da disciplina de Libras pelo Decreto 5626, a gente tem muitos professores que estão atuando nessa disciplina no Ensino Superior. Então, o objetivo desse encontro é reunir esses professores e socializar as nossas produções nas atividades de ensino, pesquisa e extensão na universidade”.

O destaque é da professora Waldma Oliveira, do Campus da UFPA em Cametá e que está na coordenação do I Encontro Paraense de Professores de Libras do Ensino Superior, realizado no Campus da UFPA em Castanhal.

De acordo com a coordenadora, o Campus de Castanhal foi escolhido como local para realização do evento, por participar da Rede de Educação de Surdos e Libras na Amazônia Paraense. E quem integra essa Rede é o Grupo de Educação Inclusiva da Região Amazônica, o GEIRA, que vem desenvolvendo pesquisas e trabalhos na área da inclusão.

“Nada mais justo do que realizarmos esse evento em Castanhal, já que o GEIRA é um grupo de referência no cenário paraense”, considera a professora Waldma Oliveira.

A representante do GEIRA na UFPA/Castanhal, professora Raphaella Duarte, que também coordena o Núcleo de Acessibilidade do Campus, fala sobre a importância do Encontro.

“Após 15 anos da aprovação da Lei que reconhece a Libras como língua, esse é o primeiro encontro no Estado para que os profissionais que atuam com a língua de sinais se conheçam e se reconheçam e compreendam como está o cenário atual dessa disciplina no Ensino Superior”.

E é com foco nos objetivos do evento que Uber Lobato, professor de Libras no Campus da UFPA de Belém, participa no Encontro. Ele acredita que existem muitos desafios ligados à questão da inclusão da pessoa surda e essa é uma oportunidade para um debate aprofundado.

“Um dos principais desafios, eu penso que se refere às políticas de acessibilidade para o ingresso da pessoa surda no ensino superior. A gente percebe, no discurso dos surdos, que eles não estão conseguindo acessar a universidade. Então, na minha opinião, esse é o grande desafio, especialmente da UFPA: fazer com que a comunidade surda adentre nas graduações”.

O I Encontro Paraense de Professores de Libras do Ensino Superior tem em sua programação mesa-redonda, grupos de trabalho e conferência e encerra às 20h desta terça, 25 de abril, com mostra de trabalhos e apresentações culturais.

Texto: Paula Lopes – Ascom UFPA/Castanhal

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