{"id":3822,"date":"2021-04-09T17:03:40","date_gmt":"2021-04-09T20:03:40","guid":{"rendered":"https:\/\/campuscastanhal.ufpa.br\/?p=3822"},"modified":"2021-04-14T10:34:45","modified_gmt":"2021-04-14T13:34:45","slug":"ufpa-colabora-com-a-identificacao-de-variantes-do-coronavirus-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/campuscastanhal.ufpa.br\/?p=3822","title":{"rendered":"UFPA colabora com a identifica\u00e7\u00e3o de variantes do coronav\u00edrus no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3821 aligncenter\" src=\"https:\/\/campuscastanhal.ufpa.br\/wp-content\/uploads\/2021\/imagens\/coronavirus.jpg\" alt=\"\" width=\"493\" height=\"269\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) est\u00e1 \u00e0 frente de pesquisas que buscam identificar as linhagens circulantes do novo coronav\u00edrus (SARS-COV-2) presentes no\u00a0estado\u00a0e no pa\u00eds.\u00a0Os estudos v\u00eam sendo realizados pelo Grupo do Laborat\u00f3rio de Gen\u00e9tica Humana e M\u00e9dica, tendo como coordenadora a professora \u00c2ndrea Ribeiro-dos-Santos, da Faculdade de Biomedicina, do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB\/UFPA). Inclusive,\u00a0foi feita\u00a0pela UFPA a an\u00e1lise inicial de 80 amostras, das quais oito (10%) foram identificadas, na \u00faltima\u00a0sexta-feira, 5 de fevereiro, com a nova variante brasileira do coronav\u00edrus, proveniente do Amazonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A identifica\u00e7\u00e3o desta variante faz parte de dois projetos que a professora do ICB coordena atualmente,\u00a0com pesquisas sobre a Covid-19 no\u00a0estado. Um deles tem parceria com o\u00a0governo\u00a0do Par\u00e1,\u00a0com financiamento\u00a0da Fapespa, por meio do qual foi constitu\u00edda uma rede com outras institui\u00e7\u00f5es, como o Instituto Evandro Chagas, a Secretaria Estadual de Sa\u00fade (Sespa) e o Laborat\u00f3rio Central (Lacen), para entender se existem varia\u00e7\u00f5es\/muta\u00e7\u00f5es presentes no material gen\u00e9tico (DNA) do hospedeiro humano que podem explicar o quadro de maior agravamento de alguns pacientes que contraem Covid-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor que algumas pessoas apresentam quadro mais grave do que outras? Isso se deve tamb\u00e9m \u00e0s muta\u00e7\u00f5es que est\u00e3o presentes nesses indiv\u00edduos que t\u00eam maior suscetibilidade de contra\u00edrem o v\u00edrus ou n\u00e3o?\u201d, questiona a professora \u00c2ndrea Ribeiro-dos-Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro projeto \u00e9 realizado em parceria com o ITV, a Fiocruz,\u00a0a\u00a0UFRN, o Lacen e a Secretaria Municipal de Sa\u00fade (Sesma), entre outras institui\u00e7\u00f5es,\u00a0e tem como\u00a0objetivo principal investigar\u00a0as linhagens circulantes, principalmente no\u00a0estado do Par\u00e1. \u201c\u00c9 importante entender as linhagens virais,\u00a0uma vez que elas tamb\u00e9m podem fazer parte de um quadro de maior agravamento desses indiv\u00edduos, que chegam a se\u00a0internar\u00a0com crises de falta de ar,\u00a0a seguir\u00a0para a UTI, e, algumas vezes,\u00a0com desfecho\u00a0em\u00a0\u00f3bito, ou\u00a0seja, este agravamento pode estar relacionado n\u00e3o apenas com a suscetibilidade do paciente mas tamb\u00e9m com a exist\u00eancia de linhagens mais transmiss\u00edveis ou mais graves\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Sequenciamento gen\u00e9tico<\/b>\u00a0&#8211; A nova cepa foi identificada com uma metodologia de Sequenciamento de Nova Gera\u00e7\u00e3o (NGS), que realiza o sequenciamento do genoma, uma tecnologia extremamente moderna,\u00a0tamb\u00e9m dispon\u00edvel na UFPA. \u201cO grupo de pesquisadores que fazem parte da Gen\u00e9tica e Biologia Molecular da UFPA representa muito bem o Brasil e o Par\u00e1 nessa \u00e1rea. Por meio dessa tecnologia,\u00a0identificam-se todas as bases nucleot\u00eddicas que constituem o genoma desse v\u00edrus\u201d, explica a professora \u00c2ndrea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a letalidade da nova linhagem do coronav\u00edrus identificada, a pesquisadora afirma ainda n\u00e3o ser poss\u00edvel afirmar cientificamente que seja mais letal. \u201cComo tudo \u00e9 muito novo, n\u00e3o tem como afirmar se algumas observa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o vistas, por exemplo,\u00a0o\u00a0que est\u00e1 acontecendo com a popula\u00e7\u00e3o de Manaus,\u00a0s\u00e3o consequ\u00eancias de uma maior letalidade. O que podemos dizer, apenas, \u00e9 que essa nova linhagem, que chamamos de \u201cvariante de aten\u00e7\u00e3o P.1\u201d, que aconteceu em Manaus, \u00e9 uma variante importante, \u00e0 semelhan\u00e7a de outras duas que s\u00e3o de maior transmissibilidade\u00a0e est\u00e3o\u00a0presentes no Reino Unido e na \u00c1frica do Sul, todas essas tr\u00eas variantes de aten\u00e7\u00e3o apresentam um elevado poder de transmiss\u00e3o\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vamos ter que aguardar mais resultados de pesquisas, porque se voc\u00ea parar para imaginar que o sistema de sa\u00fade, em 2020, sem ter uma variante mais transmiss\u00edvel, j\u00e1 colapsou, espera-se uma maior gravidade na sa\u00fade, considerando este novo cen\u00e1rio,\u00a0em que\u00a0existe uma variante com poder de transmiss\u00e3o muito maior. Pode ser que o aumento da letalidade possa estar tamb\u00e9m\u00a0relacionado\u00a0a isto, ou seja ao conjunto de situa\u00e7\u00f5es,\u00a0e n\u00e3o\u00a0signifique que a variante P.1 seja necessariamente mais letal. Aparentemente, ela \u00e9 mais grave, mas ainda \u00e9 muito cedo para afirmar se \u00e9 mais letal\u201d, complementa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Cuidados permanecem &#8211;\u00a0<\/b>Segundo a professora, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nova variante, a preven\u00e7\u00e3o continua com todas as medidas que j\u00e1 v\u00eam sendo tomadas desde o in\u00edcio da pandemia: evitar aglomera\u00e7\u00e3o, manter o distanciamento social e usar m\u00e1scara em qualquer situa\u00e7\u00e3o, higienizar as m\u00e3os com \u00e1gua e sab\u00e3o ou \u00e1lcool 70%. \u201cAl\u00e9m desses cuidados, temos um importante aliado,\u00a0que \u00e9 a vacina. Para que a imuniza\u00e7\u00e3o pela vacina aconte\u00e7a da melhor forma, precisamos proteger a pr\u00f3pria vacina evitando o aparecimento de novas variantes. Toda vez que evitamos aglomera\u00e7\u00f5es, realizamos o distanciamento\u00a0e,\u00a0quando necess\u00e1rio,\u00a0nos isolamos, entre outras atitudes, estamos diminuindo a chance\u00a0de o\u00a0coronav\u00edrus se replicar e mutar, consequentemente estamos ajudando a imunizar aquela popula\u00e7\u00e3o. Portanto, \u00e9\u00a0preciso realmente tomar para si o compromisso de se prevenir por si e por todas as pessoas da popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Universidade est\u00e1 dando uma contribui\u00e7\u00e3o muito importante principalmente para o estado do Par\u00e1, porque tem conciliado todas essas medidas e dado condi\u00e7\u00e3o para que, mesmo com dificuldades, continuemos fazendo testes de diagn\u00f3stico em grupos de pessoas que trabalhem em setores essenciais. Testar assintom\u00e1ticos tamb\u00e9m \u00e9 importante porque a\u00ed se quebra a cadeia de transmiss\u00e3o pela falta de conhecimento a esse respeito\u201d, conclui a docente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto: J\u00e9ssica Souza \u2013 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da UFPA<br \/>\nArte: Reprodu\u00e7\u00e3o SUS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) est\u00e1 \u00e0 frente de pesquisas que buscam identificar as linhagens circulantes do novo coronav\u00edrus (SARS-COV-2) presentes no\u00a0estado\u00a0e no pa\u00eds.\u00a0Os estudos v\u00eam sendo realizados pelo Grupo do Laborat\u00f3rio de Gen\u00e9tica Humana e M\u00e9dica, tendo como coordenadora a professora \u00c2ndrea Ribeiro-dos-Santos, da Faculdade de Biomedicina, do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB\/UFPA). 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