Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará visita o Campus de Castanhal

Na última sexta, 10 de junho, membros da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa) estiveram no Campus da UFPA em Castanhal. Na programação, a equipe visitou o Instituto de Medicina Veterinária e reuniu-se no Auditório do Campus I para ouvir as demandas dos pesquisadores da instituição. No Instituto, eles conheceram a estrutura, que é a maior do Norte do país, para a formação do bacharel em Medicina Veterinária.

De acordo com a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal na Amazônia, professora Talita Roos, o contato inicial para que a visita da Fapespa fosse viabilizada aconteceu em Bragança. “Nós estávamos em um evento de publicação de editais da Fapespa em Bragança. Lá, nós conversamos com o professor Eduardo Costa, que é presidente da Fundação e ele comentou que gostaria de conhecer a estrutura do Instituto de Medicina Veterinária para que pudesse ver a demanda real dos dois programas de pós-graduação. A partir daí nós lançamos o contato que culminou na visita ao Campus de Castanhal”.

A Fapespa é o órgão responsável pelo fomento de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação no Estado e, desde o ano passado, vem realizando uma série de visitas às instituições de ensino e pesquisa. “Nesse ano de 2016 nossos editais de fomento à pesquisa contemplaram as regiões de Carajás, Araguaia, Lago de Tucuruí, Tapajós e Baixo Amazonas. No próximo ano, a intenção é lançar editais específicos para o Guamá, o Capim e o Baixo Caeté. Então, a nossa vinda a Castanhal é para conhecer as necessidades e a infraestrutura de pesquisa das universidades, com o objetivo de que os nossos editais estejam direcionados a essas necessidades de pesquisa. Queremos dar apoio aos projetos de pesquisa e aos cursos de pós-graduação dessas regiões”, relatou o presidente da Fapespa, professor Eduardo Costa.

Parcerias - As reuniões com as instituições de ensino superior têm gerado parcerias. Sérgio Alves é um dos diretores da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica do Pará (SECTEC) e recebeu o convite do presidente da Fapespa para participar do encontro em Castanhal.

“A Secretaria de Ciência e Tecnologia está envolvida diretamente com novas tecnologias e inovação, no sentido de melhorar e resolver os gargalos dos setores produtivos do Estado. Então, a Fapespa nos convidou para conhecermos a estrutura e as potencialidades das universidades da região e, a partir daí, sabermos como podemos colaborar para o desenvolvimento tecnológico do Estado”, explicou Sérgio Alves, que também relatou que existe um plano do governo para o desenvolvimento do Estado, que visa dar novas oportunidades de negócio nas áreas de vocação como agricultura, agropecuária e biodiversidade.

Redes de Pesquisa - A Fapespa vem atuando para que redes de pesquisa sejam formadas. Para isso, tem lançado editais que preveem a integração de regiões. Esses editais são denominados de Interpará, como explica o diretor científico da Fapespa, professor Alberto Arruda. “O Interpará atua no sentido de quebrar o paradigma de que os recursos eram sempre destinados à região Metropolitana e vem promovendo a consolidação e a nucleação de grupos de pesquisa. Pretendemos lançar o próximo Interpará em março de 2017 e os recursos irão atender, no período de 2017 a 2019, as regiões contempladas nessa edição”.

Para a participação no Interpará, o edital regulamenta que os projetos sejam realizados a partir de parcerias entre duas ou mais instituições de ensino superior ou institutos de pesquisa. “A obrigatoriedade de formação de redes é justamente para que os atores que estão na região de integração saibam o que os outros estão fazendo e potencializem os trabalhos no sentido de desenvolver soluções para algum tema que aflija a região. Como o investimento da Fapespa é de no mínimo 500 mil reais, ele precisa ser aplicado numa rede. Assim, além de integrarmos pesquisadores, estaremos investindo num projeto que traga alguma solução para o Estado ou para a região beneficiada”, esclareceu o professor Alberto Arruda.

Na avaliação do vice-coordenador do Campus da UFPA em Castanhal, professor Milton Begeres, outras reuniões com a equipe da Fapespa serão necessárias. “Esse foi o primeiro passo para um processo de interlocução dinâmico que a gente vai construir com a Fapespa, que é o órgão de fomento à pesquisa no Estado. Entendemos que esse é um processo contínuo e não se encerra nesse primeiro encontro, que serviu para que pudéssemos apresentar nossa estrutura de pesquisa, nossos programas de pós-graduação e para que nossos professores conhecessem os atores que estão à frente da Fapespa hoje”, concluiu.

Texto e fotos: ASCOM - UFPA/Castanhal

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