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Alunos de Letras Espanhol podem concorrer à vaga de bolsista de iniciação científica

O Projeto “Literatura e mundo rural: conexões entre o real e o imaginário”, coordenado pela professora Gracineia Araújo, da Faculdade de Letras da UFPA em Castanhal oferta uma bolsa de iniciação científica no valor de 400 reais, com vigência de 12 meses, referente ao edital 08/2020 – PROGRAMA DE APOIO AO DOUTOR PESQUISADOR.

Sobre o projeto – O objetivo geral do projeto é analisar a relação entre a literatura e a realidade, a partir das lendas que povoam o imaginário coletivo do nordeste paraense. 

Iniciação científica – Ser bolsista de iniciação científica é algo que coloca o aluno em contato com grupos/linhas de pesquisa, proporcionando a aprendizagem de técnicas e métodos científicos e também estimula o desenvolvimento do pensar cientificamente e da criatividade, sem esquecer-se da ajuda de custo que a bolsa proporciona.

Requisitos para inscrição – Para se inscrever e concorrer à bolsa, o discente precisa estar matriculado entre o 3º e o 6º semestre do curso de Letras Espanhol da UFPA/Castanhal, dispor de 20h semanais para dedicação ao projeto, não possuir vínculo empregatício, além de outros requisitos descritos no Edital de seleção.

Datas e documentos – Os interessados deverão realizar sua inscrição, encaminhando e-mail até o dia 08 de agosto para gracineia@ufpa.br, contendo na linha de “assunto”: “INSCRIÇÃO: LITERATURA E MUNDO RURAL 2020” e, em anexo: Cópia do histórico escolar atualizado; contato telefônico; carta de motivação em português; relato de experiência, pessoal ou familiar, sobre uma lenda amazônica ou mistérios da selva, em português e espanhol. Todos os detalhes sobre a documentação exigida estão descritos no Edital de seleção.

Etapas – A seleção compreenderá a avaliação do histórico escolar e dos textos escritos (relato de experiência e carta de motivação), enviados no ato da inscrição.

Para mais informações sobre a seleção de bolsista para o projeto “Literatura e mundo rural: conexões entre o real e o imaginário”, consulte o Edital

Texto: Ascom – UFPA/Castanhal

Campus de Castanhal disponibiliza laboratório para discentes realizarem inscrição ao Edital 06/20

COMUNICADO AOS DISCENTES

No dia 31 de julho a UFPA divulgou o Edital 06/2020 – AUXÍLIOS EMERGENCIAIS DE APOIO À INCLUSÃO DIGITAL.

O artigo 9º prevê que os discentes da UFPA que tenham dificuldade de acesso à internet deverão procurar os INFOCENTROS e/ou Laboratórios de Informática em seus campi para efetivar a sua inscrição no SIGAEST.

No Campus de Castanhal, o espaço para atendimento aos alunos que precisem de computador com internet é o Laboratório de Línguas, localizado no Prédio de Acesso. Os interessados devem comparecer usando máscara e mantendo o distanciamento entre as pessoas. O horário de funcionamento do laboratório vai das 8h30 às 12h, de segunda a sexta, somente até o último dia de inscrições ao edital 06/2020, que encerra em 14 de agosto.

Observação: O objetivo dos auxílios é permitir o acesso a equipamentos e tecnologias aos discentes para a garantia da inclusão, em possível oferta de atividades acadêmicas de ensino remoto emergencial, em razão dos impedimentos de atividades presenciais na Universidade causados pela pandemia da Covid-19. Dúvidas em relação à inscrição? Escreva para daestcampuscastanhal@gmail.com ou entre em contato pelo WhatsApp 98987-5824.

 

Programa de Residência Pedagógica oferta vagas para alunos de licenciatura e professores da educação básica

O Programa de Residência Pedagógica da Universidade Federal do Pará está divulgando vagas para alunos de graduação dos Campi de Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Belém, Bragança, Cametá e Castanhal para a admissão imediata e/ou a formação de banco de reserva como bolsistas residentes. São disponibilizadas 166 vagas nas seguintes áreas: Matemática, Pedagogia, Língua Portuguesa, Educação do Campo, Ciências, Química, Física, Biologia, Geografia e Sociologia. Para os discentes do Campus de Castanhal, há 04 vagas para Pedagogia e 12 para Educação Física. As bolsas terão vigência de 18 meses, com o início das atividades previsto para 09 de setembro e cada bolsista receberá o valor de R$400,00 mensais. As inscrições se encerram às 18h do dia 23 de agosto. 

O programa também oferece 21 vagas distribuídas para professores da educação básica que queiram atuar como preceptores dos acadêmicos em escolas previamente cadastradas no Sistema CAPES/Residência Pedagógica. Em Castanhal, há 02 vagas para Licenciados em Educação Física, que estejam atuando na educação infantil e/ou ensino fundamental nas escolas: E.M.E.F. Dr. José João de Melo; e E.M.E.F. Profa. Ma. da Encarnação Campos de Araújo. Os preceptores selecionados receberão o valor de R$765,00 mensais durante os 18 meses de vigência da bolsa. As inscrições vão até as 18h do dia 23 de agosto.

Os alunos que queiram concorrer a uma vaga de residente devem ter concluído, pelo menos, 50% da carga horária do curso e não podem estar cursando o último semestre. Já o preceptor deve possuir experiência mínima de dois anos no magistério na educação básica.

O programa de Residência Pedagógica visa a aproximação entre a formação universitária e a realidade escolar, proporcionando aos estudantes de licenciatura o exercício ativo da relação entre teoria e prática profissional docente.

Os acadêmicos deverão elaborar, juntamente com um professor orientador e um preceptor, um plano de atividades de residência, a ser desenvolvido em uma escola da educação básica, apresentando um relatório de atividades ao final do período.

Para informações sobre a documentação necessária para a inscrição, etapas da seleção e outras referentes ao Programa de Residência Pedagógica da UFPA, acesse:

Edital 07/2020: Seleção de Bolsista de Graduação
Edital 08/2020: Seleção de Professores Preceptores

Texto: Paula Lopes – Ascom UFPA/Castanhal
Imagem: Reprodução Google

 

Grupo de Estudos da Faculdade de Pedagogia abre seleção para bolsistas de iniciação científica

O Grupo de Estudos: “Dialética, Educação e Cultura – Campo e Cidade” (GEDEC-CC), coordenado pelo professor Paulo Lucas da Silva, da Faculdade de Pedagogia da UFPA em Castanhal oferta duas bolsas de iniciação científica no valor de 400 reais, referentes ao Edital – PROEG 10/2019 – PGRAD/LABINFRA 2020.

Requisitos para inscrição – Para se inscrever e concorrer a uma das bolsas, o discente precisa estar matriculado a partir do 2º semestre de qualquer curso de graduação da UFPA/Castanhal, ter disponibilidade de 20h semanais para se dedicar às atividades acadêmicas e de pesquisa, não possuir vínculo empregatício e não receber outras bolsas, além de outros requisitos descritos no Edital de seleção.

Datas e documentos – Os interessados deverão realizar sua inscrição a partir das 8h do dia 06 de agosto até 16h do dia 08 de agosto de 2020, enviando a documentação exigida no edital para o e-mail <gedec-cc@ufpa.br>, contendo na linha de “assunto”: “INSCRIÇÃO: LABINFRA 2020”. Os documentos a seguir devem estar em formato PDF: Ficha de inscrição preenchida e com assinatura escaneada, com a declaração do interesse em concorrer à vaga tornada pública por meio deste edital (clique aqui para acessar a ficha), histórico escolar atualizado. 

Etapas –  A seleção será realizada por meio de avaliação do histórico escolar; prova escrita (redação) sobre um tema proposto (dias 13 e 14 de agosto de 2020), conforme orientações posteriores.

Todas as informações, inclusive sobre a redação, serão divulgadas no grupo: WhatsApp: <https://chat.whatsapp.com/Iauki9qEK4MAQF61rHg36p>, no qual as pessoas inscritas deverão “entrar” (se habilitar), sob sua total responsabilidade.

Para informações sobre a bibliografia que será utilizada na prova de redação, as atribuições do bolsista e outros detalhes da seleção, consulte o Edital

Texto: Ascom – UFPA/Castanhal

UFPA publica edital de Auxílios Emergenciais de Apoio à Inclusão Digital

A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio da Superintendência de Assistência Estudantil (SAEST) publicou nesta sexta-feira, 31 julho de 2020, o Edital nº 06/2020/SAEST/UFPA, que regulamenta o processo seletivo para candidatos aos Auxílios Emergenciais de Apoio à Inclusão Digital, destinados a discentes de cursos presenciais de educação básica, graduação e pós-graduação stricto sensu, em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O objetivo dos auxílios é permitir o acesso a equipamentos e tecnologias aos discentes para a garantia da inclusão, em possível oferta de atividades acadêmicas de ensino remoto emergencial, em razão dos impedimentos de atividades presenciais na Universidade causados pela pandemia da Covid-19.

Serão duas modalidades de apoio ofertadas: Modalidade I, constituída pelo fornecimento de pacotes de dados móveis de serviço móvel pessoal, nos termos do programa do Ministério da Educação (MEC) e Rede Nacional de Pesquisa (RNP), durante o período da pandemia da COVID-19; e Modalidade II, constituída pela concessão de auxílio financeiro (Auxílio TIC/2020), em parcela única, para aquisição de equipamento (notebook, desktop, all-in-one ou tablet) que possibilite o acesso à internet.

Para conhecimento total das exigências para participação no processo seletivo 06/2020/UFPA/SAEST, é importante que cada candidato leia a íntegra do Edital, principalmente, no que concerne aos critérios de pontuação, habilitação, prestação de contas, obrigações, cancelamento e disposições finais. Acesse edital aqui.

Quem pode solicitar – Será considerado apto a participar do processo seletivo, nas Modalidades I e II, o candidato que preencher cumulativamente as seguintes condições: estar regularmente matriculado em curso presencial que esteja promovendo atividade curricular remota emergencial; e ter renda familiar bruta de até 1,5 (um salário mínimo e meio) per capita. Estará dispensado da comprovação de renda familiar o candidato que já constar do cadastro de vulnerabilidade socioeconômica da SAEST ou que comprovar ter ingressado na UFPA por meio da cota escola/renda.

Discentes que não constam do cadastro de vulnerabilidade socioeconômica da SAEST e que não ingressaram na UFPA por meio da cota escola/renda e que, ainda assim, possuam renda familiar bruta de até 1,5 (um salário mínimo e meio) per capita, deverão comprovar a renda familiar caso sejam selecionados para atendimento.

Inscrições – O período de inscrição será de 9h do dia 03 agosto até as 14h de 14 de agosto de 2020. Para realizar a inscrição, o interessado deve acessar o Sistema Gerencial de Assistência Estudantil (SIGAEST).

Os discentes que já estão cadastrados no SIGAEST deverão acessar o sistema com sua matrícula e CPF e clicar no link “Inclusão Digital”, manifestando seu interesse pela (s) modalidade (s) de auxílio (s) pretendida (as). Posteriormente os discentes devem atualizar seus dados cadastrais, com especial atenção ao endereço de e-mail e ao número de telefone no qual deverá ser instalado o pacote de dados móveis para a inclusão digital, quando for o caso.

Já os discentes não cadastrados no SIGAEST devem acessar o Sistema e clicar em “Ainda não possui cadastro? Clique aqui” e preencher todos os dados solicitados. Ao acessar o sistema deve clicar em “Inclusão Digital” e manifestar interesse pela (s) modalidade (s) de auxílio (s) pretendida (s). Posteriormente os discentes devem preencher o Questionário Socioeconômico.

Vetos – Não será assistido por este edital, o candidata que realiza curso a distância, curso de graduação autofinanciado ou outros de mesma natureza; que tiver integralizado ou concluído o curso de graduação em data anterior ao pagamento do auxílio; ou que já tenha concluído um curso de graduação ou pós-graduação.

Na Modalidade II (Auxílio TIC/2020), também não será contemplado o discente participante em outras edições de editais do Auxílio Kit Acadêmico, já beneficiado com aquisição de equipamentos de informática, como notebook, computador desktop e tablet ou Pessoa com Deficiência (PcD) que já tenha sido contemplado por meio da Instrução Normativa do Auxílio Kit PcD de Tecnologia Assistiva, em anos anteriores, com equipamentos de TIC como notebook, computador desktop e tablet.

Os discentes PcD que forem contemplados com equipamentos do Auxílio TIC/2020 para inclusão digital não poderão solicitar os mesmos equipamentos no Plano Orçamentário da Instrução Normativa do Auxílio Kit PcD de Tecnologia Assistiva/2020.

Serviço:

Inscrição para Auxílio Emergenciais de Apoio à Inclusão Digital
Período: 03 a 14 de julho de .2020
Informações:  saestcie@ufpa.br / saestcae@ufpa.br / (91) 98333 -2895 Whats App
Edital completo

Texto e arte: Assessoria Saest

Artigo aborda a situação dos idosos no cenário da pandemia

Por Dário Azevedo dos Santos Foto Acervo Pessoal

Distanciar-se e isolar-se é solidão? E quando, por qualquer razão, nós nos distanciamos dos outros e, entre eles, dos idosos é abandono, descaso, negligência, solução ou crime contra a pessoa idosa?

Seja como for, diante de tantos motivos para refletirmos em tempos de covid-19, podemos dizer que a solidão é uma doença social e, hoje, no mundo, há um contingente significativo de idosos sofrendo de solidão enquanto jovens adotam animais para aumentar a autoestima.

No caso dos idosos, mesmo estando em suas casas, em centros de convivência ou em casas de repousos assistidos por cuidadores, a solidão chega pela ausência-presença ou presença-ausência do círculo de afetos de familiares e amigos. Certamente lhes vem a pergunta: por que razão estou aqui, depois de tudo o que vivi? Ou, como nos diria Norbert Elias: “por que estou diante da solidão dos moribundos?”

Nesses tempos de pandemia, e mesmo antes, a solidão vem rondando a vida dos idosos com muita força. Não por acaso, eles necessitarem de nossos afetos no cuidado de si. Gostariam que o leitor entendesse que o envelhecimento não é uma fase da vida. É, sobretudo, um modo de vida!

Então, sem os estigmas, como: velho é teimoso, velho é chato, velho é lento, velho repete, eles podem até ser tudo isso, mas porque temos dificuldades de compreender que seus sentimentos, seu modo de pensar e suas atitudes reescrevem um modo de vida que quebra os protocolos e foge dos nossos modelos de controle disciplinares. Por isso achamos estranho e incomoda-nos, pois temos pouca ou nenhuma habilidade para lidar com eles.

Primeiro, não gostamos de nos reconhecer velhos. Sofremos da síndrome da eterna juventude. Para cada um de nós, em nossas singularidades, o velho é sempre o outro. Segundo, temos dificuldades de entender que o tempo do velho é outro. Nele a afetividade é maior que as cronologias das idades, por isso um abraço sincero, um dormir coladinho, um minuto de escuta de suas repetidas narrativas são ganhos. Então, escutar uma música, mesmo com baixa audição; assistir a um filme, ou lembrar-se dele, mesmo com pouca visão; ou lembrar-se da brincadeira de infância, mesmo enfrentando demência senil, faz parte de seu repertório e trilhas de afetividade nas bordas da sua trajetória de vida.

Fica a dica: tomar o café da tarde relembrando esses momentos ativa a memória afetiva dos idosos e distancia-os da solidão. Mostra, de modo claro, o quanto as pessoas idosas desejam ser ouvidas. Se nesse momento da vida diminui o desejo da carne e do sexo, o tempo não congela nem inibe seus modos ‘desejantes’.

Não podemos ser indiferentes aos idosos, devemos aprender com eles. O que eles desejam de nós é o colo, a atenção, a segurança e o acolhimento. Mas não esqueça: idoso não é filho! Os velhos não são crianças, mas precisam de um ego auxiliar para garantir a sua autonomia e resiliência diante da solidão. Por isso vencer o coronavírus é mais difícil sem essa compreensão da velhice.

Até aqui, estou falando dos velhos “visíveis”. Mas e os velhos “invisíveis”? Os sem fama e sem glória, que seguem por essas estradas e esquinas da vida? Eles são nômades, andarilhos, passantes, não têm casa nem colo. Quem cuida deles em tempo de pandemia? As ações de governo são paliativas, porém os problemas de abandono e solidão são históricos e estruturais.

Será que as medidas paliativas querem salvar as pessoas idosas, principalmente as que estão em situação de extrema pobreza? Ou os pragmáticos querem tirar dividendos desse momento de pandemia para colocar seus interesses políticos em primeira mão?

Para as doenças crônicas, infecciosas, cardiovasculares e pulmonares, é necessário o uso diário dos fármacos vendidos pelo mercado da saúde. No entanto, em tempos de solidão, o remédio imediato talvez seja o afeto. Ele aumentará a resistência e a imunidade para que os idosos enfrentem os sintomas da covid-19.

E quando tudo isso passar, esperamos por um novo olhar planetário para a inclusão e a consolidação (intergeracional e intrageracional) de uma cultura do envelhecimento, em que estar só não se constitua em uma patologia da solidão, mas em um modo de vida para quem assim desejar.

Dário Azevedo dos Santos – Professor associado da UFPA, Campus Castanhal, doutor em Educação, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Envelhecimento Humano, Educação e Sexualidades (Nepes). E-mail: <dario.doc@hotmail.com>.

Texto publicado na Revista Eletrônica Beira do Rio (produzida pela Ascom UFPA/Belém). Link para acesso, aqui.

Núcleo de Acessibilidade do Campus Castanhal produz vídeos em Libras sobre a Covid-19

O Núcleo de Acessibilidade (NAcess) da UFPA Castanhal está produzindo vídeos em Libras, a fim de informar a comunidade surda sobre os cuidados necessários para se evitar a propagação do novo coronavírus. O NAcess pretende produzir um vídeo por semana com outros conteúdos relacionados ao tema: prevenção, lockdown, saúde mental no período de isolamento etc. A ideia surgiu do momento em que o Núcleo percebeu que tem sido produzido pouco conteúdo em Libras sobre o assunto. O primeiro vídeo pode ser acessado aqui e o segundo, aqui.

O NAcess tem como objetivo eliminar barreiras físicas, de comunicação e de informação para estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Entre os serviços oferecidos para a comunidade, estão: disponibilização de material impresso para formatos acessíveis em DOSVOX e ampliação na tela; assessoria para os docentes no ensino e avaliação destes alunos; assessoria para a coordenação do campus em concursos públicos e aquisição de materiais e equipamentos, como PSSs de Libras, concurso de ensino de Libras, compra de equipamentos e empréstimo de equipamentos para acessibilidade de alunos da educação especial.

O projeto é coordenado pela professora Yomara Pinheiro Pires e vice-coordenado pela professora Débora Alfaia da Cunha. Elas explicam que a ideia da disponibilização dos vídeos surgiu após constatarem que o excesso de informações na mídia sobre a pandemia não alcançava, de modo satisfatório, a comunidade surda. “Diariamente, somos postos a uma enxurrada de informações, algumas verídicas e confiáveis; e outras, não. Isso acaba nos deixando confusos, apreensivos, podendo até mesmo afetar nossa saúde emocional. Então, veio a reflexão: se nós, ouvintes, já estamos confusos, e a comunidade surda? Conversando com demais colegas do NAcess, chegamos à conclusão de criar vídeos que pudessem trazer informações confiáveis ao nosso público-alvo”.

A ideia é atender a alunos com deficiência auditiva, física ou visual com publicações semanais, seja em vídeos, seja em cartilhas, com informações confiáveis. Nesta primeira série, já foram planejadas seis produções entre vídeos em Libras e cartilhas. “Sabemos da importância dos núcleos de acessibilidade para o processo de ensino-aprendizagem de nossos alunos. Como estamos com nossas atividades presenciais suspensas, e estando este período com grande ênfase para as tecnologias digitais de informação e comunicação, seja para estudos, seja para entretenimento, resolvemos, então, juntar estes dois mundos: a inclusão e a informação, de forma fácil e acessível e, principalmente identificada com nossa realidade”, afirmam as coordenadoras.

Também fazem parte do NAcess Tiago Augusto Nascimento Rodrigues – Tradutor-Intérprete de Lingua de Sinais (TILS); Mara Cristina Lopes Silva Araújo – TILS; Antonio Rafael Silva Teixeira- TILS; Martan de Oliveira Bastos – Bolsista; Rosalice Queiros dos Santos – Bolsista; Ana Gabriela da Cruz Gonçalves – Bolsista.

Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA – Campus Belém

 

NAcess lança cartilha “Brincando em casa”

O Núcleo de Acessibilidade (NAcess) da UFPA em Castanhal acaba de lançar mais uma cartilha que compõe a série de produtos que vêm sendo produzidos durante a quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus. Dentro os materiais que já foram divulgados, estão dois vídeos em Libras, com orientações sobre o período de isolamento e uma cartilha voltada para o público infantil em geral.

O objetivo da segunda cartilha é oferecer, para pais e cuidadores de crianças de 0 a 4 anos, com ou sem deficiência, dicas de atividades lúdicas multissensoriais.

“Sabemos que a pandemia de 2020, com fechamento das creches e dos consultórios clínicos, trouxe o desafio aos pais e cuidadores de assumirem, ainda mais, o protagonismo na educação de suas crianças, com e sem deficiência. As políticas de isolamento social diminuíram as opções de espaço de atividades para as crianças, mantendo-as mais em casa. O risco dessa situação é limitar o cotidiano da criança a televisão, ao celular ou tablet. Por mais lúdicos que esses instrumentos possam ser, esses limitam a interação corporal e motora da criança, tão importante para o seu desenvolvimento global. Tal situação é mais preocupante quando pensamos nas crianças com deficiência, em que, na ausência do serviço de fisioterapia presencial, cabe aos cuidadores, claro que com auxílio e, se possível, com supervisão a distância do profissional que já atende a criança, realizar atividades de estimulação”, explica a professora Yomara Pires, coordenadora do LAcess.

E é justamente nesse momento que surgem dúvidas sobre o que fazer em casa na ausência de materiais manipulativos especializados e se é possível utilizar objetos da casa na função de materiais lúdicos. A segunda cartilha produzida pelo NAcess vem justamente responder a essas dúvidas por meio de dicas simples e fáceis de serem implementadas. Confira todas essas dicas e divirta-se com as crianças, aqui.

Texto: Campus Castanhal / UFPA

E-book aborda “Educação, Negritude e Interculturalidade”

O Projeto de Extensão Educação e Ludicidade Africana e Afro-brasileira (Laab), coordenado pela professora Dra. Débora Alfaia da Cunha, da Faculdade de Pedagogia da UFPA em Castanhal, existe desde 2011 e vem atuando na formação de alunos de Pedagogia e de professores do fundamental para o uso de metodologias lúdicas e de recursos didáticos específicos, voltados ao ensino de cultura e história africana e afro-brasileira e à compreensão da realidade e das especificidades das escolas quilombolas da Amazônia Paraense.

Em 9 anos de história, o projeto já realizou oficinas, eventos, rodas de conversa, tardes lúdicas, exibição de filmes, visitas a comunidades quilombolas, além de publicar artigos, coletâneas e e-books. A última publicação é o e-book “Educação, Negritude e Interculturalidade”, organizado pela coordenadora do Laab. A obra reúne artigos elaborados e apresentados em diferentes eventos da área da educação por integrantes do projeto de extensão.

De acordo com a professora Débora Alfaia, os trabalhos marcam, ainda, o início da organização do Grupo de Estudo e Pesquisa em Interculturalidade e Educação (GEPIntE). A professora também fala sobre a intenção do e-book.

“O intuito da obra é se constituir em um canal mais eficiente de divulgação das ações de pesquisa e extensão desenvolvidas pelo projeto LAAB e pelo GEPIntE”, conta a professora, que também traz os detalhes sobre a estrutura do e-book.

“O livro apresenta 14 artigos, distribuídos em dois momentos, com sete textos cada. O primeiro, denominado ‘Contribuições metodológicas para a educação das relações étnico-raciais’, reúne artigos voltados à proposição de estratégias didáticas lúdicas para a educação cultural e o combate ao racismo no espaço escolar. Diferentes ações são apresentadas e debatidas nos artigos, como o uso de jogos e tabuleiros africanos; a contação de histórias da tradição africana e afro-brasileira; a literatura, a etnomatemática, o cinema e a produção de jogos digitais. A segunda parte da obra, intitulada ‘Pesquisas em educação e interculturalidade’, apresenta os resultados de diferentes investigações, sendo que a maioria destas focam na vivência de jovens adultos, em especial de negros, na educação superior. Apenas o último artigo foge dessa problemática, mas apresenta um debate fundamental acerca da garantia de direito à educação para os negros, tendo a revisão das cartas constitucionais como base”.

Denúncia ao racismo – Entre os outros estudos, dois voltam-se a experiência dos alunos de língua espanhola na pós-graduação da UFPA, tratando a temática da imigração temporária. Na mesma linha, outro artigo foca a problemática dos alunos africanos que se deslocam para o Brasil para fazer um curso universitário. Três textos versam sobre os desafios vivenciados por discentes negros ou negras nos cursos de graduação da UFPA. Todos os seis textos possuem em comum a denúncia ao racismo estrutural ainda presente no cotidiano acadêmico e a urgência de uma nova epistemologia, que respeite e dialogue com os diferentes saberes culturais trazidos por esses alunos e alunas.

No atual contexto, onde diversos protestos e manifestações contra o racismo estampam os noticiários, o e-book do Laab surge como mais uma ferramenta para instigar debates e auxiliar no movimento fundamental de denunciar e anunciar uma nova educação, que respeite a vida e o direito de viver a diferença.

Para consultar a obra, clique aqui e para conhecer o site do Laab, clique aqui.

Texto: Ascom – UFPA/Castanhal

Projeto Laab da Faculdade de Pedagogia lança novo e-book

No dia 30 de junho, a professora Débora Alfaia da Cunha lançou seu E-book “Corporeidade e educação na roda de capoeira angola: reflexões sobre a pedagogia de Mestre Bezerra no final da década de 1990”. A publicação foi disponibilizada no site:  https://laab.pro.br/ e o lançamento ocorreu no facebook, no endereço: https://www.facebook.com/projetolaab/ .

O E-book socializa, em grande parte, a pesquisa originalmente apresentada como monografia para a obtenção do título de especialista em Corporeidade, Esporte e Educação, sob a orientação da Profª Msc. Maria Neusa Monteiro, do Departamento de Fundamentos da Educação, do Centro de Educação da Universidade Federal do Pará, em 1998. Agora, o texto foi ampliado, revisado e atualizado para a publicação digital de 2020.

O objetivo da publicação digital de uma pesquisa de duas décadas atrás é evidenciar a atualidade dos valores educativos que emanam da roda de capoeira; bem como fazer um tributo aos velhos mestres, como guardiões da memória e produtores culturais relevantes, além de se destacar a urgência de políticas de valorização desses mestres negros, do reconhecimento de seu papel e importância cultural.

Em um momento em que manifestações contra o preconceito ganham as ruas, é importante lembrar que as estratégias de superação do racismo estrutural, no Brasil e no mundo, passam pela instauração de uma nova episteme, que valorize a diversidade de saberes e práticas, o que implica reconhecer seus produtores, mulheres e homens negros, em especial as velhas e velhos negros. É preciso que suas produções culturais sejam visibilizadas, respeitadas e valorizadas, inclusive economicamente, gerando renda e dignidade.

Além disso, com as possibilidades do ensino de capoeira na disciplina de Educação Física, colocadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de 2017, dentro da unidade temática “Lutas”, do 3º ao 5º ano, tendo por objetos de conhecimentos as “lutas de matriz indígena e africana” e do 6º ao 7º ano com “lutas do Brasil” (BRASIL, 2017), urge debater como a capoeira será inserida no currículo escolar. Além da BNCC, outras legislações, nacionais, estaduais e municipais, criaram a possibilidade e o amparo legal de transformação da capoeira em componente curricular, a exemplo da Lei 10.639/03, atualizada pela Lei 11.645/08, que cobra a inclusão de atividades de valorização da cultura afro-brasileira na escola.

Várias questões emanam dessa discussão: como garantir que essa inserção escolar afirme os valores da capoeiragem, o que implica também o protagonismo dos capoeiristas e, no mesmo sentido, dos velhos mestres. Não se pode falar de inclusão de uma modalidade de luta, sem seus lutadores estarem imersos neste projeto sob pena de diminuir a modalidade e terminar por realizar uma inclusão escolar quase que “folclórica da capoeira”.

Nesse sentido, a capoeira na escola não deve ser inserida apenas como um conjunto de movimentos de uma luta corporal. Seus fundamentos, princípios e valores devem estar no chão da escola, o que implica aprender como ensiná-la com os mestres que sempre estiveram comprometidos com a “roda de capoeira”. Evidenciar alguns desses princípios pedagógicos da capoeiragem é o objetivo e-book, ao apresentar a prática educativa de Mestre Bezerra.

E a última razão para esta edição digital é ser um alerta que a capoeira não precisa ser “didatizada” para entrar na escola. Essa modalidade já possui sua própria pedagogia, construída na tradição e na relação dos velhos e novos mestres. É preciso respeitar essa estrutura e ancestralidade, o que impõe o desafio de inserção desses sujeitos, em especial os velhos mestres, não apenas como “convidados que se apresentam na festa da escola”, mas como profissionais relevantes e, por isso, também contratados para participar dessa implementação, pois renda importa e garante a sobrevivência e o reconhecimento econômico da atividade.

Com a finalidade de atualizar e ampliar a discussão realizada pela pesquisa de campo incluiu-se, na versão digital de 2020, a análise sobre a corporeidade negra, compreendida no quadro da colonialidade e do necropoder, a cronologia da vida de Mestre Bezerra, destacando o seu percurso na capoeiragem e um quadro explicativo sobre os valores afro-civilizatórios presentes na roda de capoeira. O quadro objetiva demonstrar que, além da corporeidade, a capoeira agrega outros valores afro-civilizatórios e que, por isso, se caracteriza como uma prática integradora e articulada à valorização da ancestralidade negra.

Texto: Divulgação
Arte: Capa do e-book