
Estudo reúne equipes da UFPA e da Embrapa Amazônia Oriental e representa um avanço para a bioinformática, a genômica e a conservação da biodiversidade amazônica
Uma pesquisa inédita, conduzida por equipes da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Embrapa Amazônia Oriental, alcançou um marco para a ciência brasileira ao realizar, pela primeira vez, o sequenciamento completo do genoma do açaí. O estudo amplia as possibilidades para o melhoramento genético da espécie, fortalece a cadeia produtiva e contribui para o desenvolvimento de soluções voltadas à conservação da biodiversidade amazônica.
Entre os pesquisadores envolvidos está o professor Allan Veras, da Faculdade de Computação (FACOMP) da UFPA, responsável pela coordenação da equipe de bioinformática que realizou as análises computacionais essenciais para o sequenciamento do genoma da espécie.
Segundo o docente, o trabalho representa um importante avanço para a pesquisa científica desenvolvida na Amazônia.
“O sequenciamento do genoma do açaí representa um marco para a Amazônia. As informações genéticas geradas são a base para desenvolver cultivares mais produtivas, resistentes e nutritivas, agregando valor a uma das cadeias produtivas mais importantes da região. A atuação da bioinformática nesta pesquisa não é trivial, tendo em vista a complexidade do genoma de plantas”, destaca Allan Veras.
A pesquisa representa um avanço nas áreas de bioinformática, genômica e biotecnologia, além de disponibilizar informações genéticas que poderão subsidiar estudos voltados ao manejo da espécie, ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às necessidades da região amazônica.
A participação do professor Allan Veras reforça a contribuição da UFPA para o desenvolvimento de pesquisas de excelência e evidencia o papel estratégico da Universidade na produção de conhecimento científico voltado à inovação, à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Para mais informações sobre o projeto ‘Genoma do Açai’, siga o instagram @biotecamazonia e o site neste link
Texto e arte: Assessoria de Comunicação da UFPA Castanhal
